
Empresa familiar gaúcha, que começou com a tradicional schmier, diversificou sua produção e projeta nova fábrica.
A 60 quilômetros da capital gaúcha, em uma região rica em frutas e produtos coloniais, a Petry celebra seis décadas de uma história que iniciou com um único produto e hoje tem um portfólio de doces, conservas e recheios. A trajetória da empresa começou com schmier colonial (ou chimia), um doce de batata com melado, batata-doce ou abóbora, tipicamente consumido na região de colonização alemã do Rio Grande do Sul.
Inicialmente vendida a granel em baldes, logo passou a ser comercializada em potes menores nos pequenos mercados da região de Porto Alegre, marcando o início do crescimento da empresa.
Com o sucesso da schmier, a Petry expandiu sua linha para os doces de frutas, o que foi facilitado pela localização da fábrica, entre Porto Alegre e Gramado, área que oferece acesso a uma vasta gama de frutas como morango, figo, goiaba, uva, além de abóbora, batata e cana para a produção de melado.
No entanto, a sazonalidade na venda dos doces – que tinham maior procura no inverno – levou a empresa a buscar novas alternativas para manter a estabilidade e assim começou a produção de conservas, com destaque para a de pepino.
“O gaúcho gosta muito de conserva de pepino como salada, acompanhamento de churrasco ou até para levar à praia. Atualmente é o carro-chefe da linha da Petry e responde por 95% das vendas de conservas e 50% do faturamento total da empresa", conta Luciano Fick, gerente administrativo da marca.
O sucesso do produto fez com que a Petry expandisse a presença para Santa Catarina e Paraná e buscando grandes redes varejistas e atacadistas.
“Essa expansão demandou a renovação da frota de veículos e a aquisição de novos caminhões, adaptando-se à logística de entregas com caminhões de maior porte para cobrir regiões mais distantes e para o atendimento local com caminhões menores. ”, explica Fick. A frota atual conta com 20 unidades, e entre os modelos estão o Delivery, o Constellation e o Meteor, todos adquiridos na Transrio de São Leopoldo, que também presta suporte na manutenção.
Além da expansão da frota e de olho no futuro, a fábrica está passando por uma ampliação para aumentar a capacidade de produção.
E o projeto de médio prazo, para os próximos quatro a cinco anos, prevê a construção de uma nova unidade fabril, que consolida em um único local a produção de doces, conservas, a linha food service e um centro de distribuição, fortalecendo ainda mais a posição da Petry no setor.
